14 03 2010

hoje eu comprei um guarda-chuva

December 16th, 2009 at 22:18 by Abe

hoje eu comprei um guarda-chuva.

Saí do metro e ví umas nuvens sinistras. Tipo tempestade… coisa normal nesses dias. Estava a caminho de uma produtora, não muito longe da onde estava. Com aquelas nuvens, pensei em ir de taxi.
Passei por um vendedor que soltava um “olha o guarda-chuva” a cada montante de pessoa que passava por ali. Parei por um instante e pensei rapidamente se deveria ir ou não de taxi. Decidi comprar um guarda-chuva e esquecer o taxi. O preço, pelo menos, era o mesmo… dez reais. E eu ainda poderia caminhar um pouco, pensando na vida e escutando alguma música interessante (ou não).
Enquanto caminhava, tive uns pensamentos estranhos do tipo “se eu ir e voltar usando o guarda-chuva estarei economizando 50%… espero que chova”. Acho que é normal pra quem acabou de fazer um investimento do tipo.

Tinha esquecido como é engraçado alguém que segura um guarda-chuva. Fico me perguntando por quê as pessoas não andam com um sorriso na cara nesses dias de guarda-chuva.

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um sonho novinho em folha.

February 8th, 2009 at 10:27 by Abe

Acho que era um shopping. Eu via várias pessoas que um dia já tive algum tipo de contato, acho que esse tipo de gente é chamado de CONHECIDO. Eu os via decidindo o que iam comer e todos sempre escolhiam Mc Donalds. Falei algumas vezes “Nossa, ele(a) gosta de Mc Donalds…!”, seguido de um “mas todo mundo gosta de Mc Donalds……”. Acho que isso se repetiu umas 10 vezes.
Um corte seco para uma tela de computador. Eu fazia um papel de tela arrastando diferentes tipos de tijolos, “construindo” assim uma imagem.
Só disso lembro-me. Acabei de acordar e escrever. Amém!!!!

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Ah! Tem uma coisa que eu quero contar desde sexta, dia 6. Isto não faz parte de um sonho…
Eu estava num mercado e tinha um ceguinho por lá. Ele estava acompanhado por um ajudante do mercado para fazer suas compras(juro que ele não parecia caçar patos por lá) Reencontro-o na sessão de pães, aonde ele foi perguntado se queria pão claro ou escuro.
“Nem tão claro, nem tão escuro…” — Respondeu o cego, rindo.
Diga o que quiser sobre a vida dos pães mas que foi engraçado, ah foi.

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numa noite qualquer… pf!

February 5th, 2009 at 01:27 by Abe

E se eu contasse a seguinte história…?

Numa sexta-feira (madrugada entre sexta e sábado) tive que ir pra Mairiporã levar uma pessoa à sua casa… eu também ainda não sei aonde fica essa cidade. E se eu contasse que errei de estrada, que ao invés de ter pego a Fernão Dias eu peguei a Dutra? E que só percebi que errei o caminho depois de 30km, num pedágio?
E continuando com os “E se…”, e se no retorno da dutra, para pegar a Fernão Dias o meu carro quebra do nada?! Bem embaixo de um viaduto, num lugar obviamente perigoso? Ok ok…
E se eu falar que o guincho da empresa que cuida da estrada chegou lá para me ajudar mas teve que sair numa emergência, aonde um bebâdo tentava suícidio na estrada? Seria muito?
E se, depois de uma hora esperando um táxi e guincho do seguro, eu fui para São Paulo e deixei meu carro na frente do mecânico, perto das 05:30… e que enquanto eu manobrava o carro para descer do guincho eu abro o vidro para escutar melhor as indicações do Guincho-man e depois o vidro não sobe mais? E que eu tive que esperar os mecânicos da oficina chegarem, algo em torno das 08:00? Dá pra acreditar….?!?!?!?
E se……… enquanto espero no carro, para finalizar a noite e começar bem o dia, um raparigo que não me viu dentro do carro, vêm e risca a lateral do coche?!

Uma noite definitivamente cansativa, 31 de janeiro, sexta-feira.

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AAA e a novidade.

January 19th, 2009 at 04:29 by Abe

AAA terminou de ler a conversa. Sentiu uma sensação mui estranha na área da barriga. Devem ser as tais mariposas que uma amiga um dia lhe disse. O impulso foi segurado, isso é bom? Não generalizemos… mas nesse caso foi. Deve ter sido. Assim espera-se.
A noite foi longa. Seus pensamentos corriam na velocidade do silêncio. A certeza era NÃO HÁ CERTEZA. Pensamentos o dominavam de uma forma tão intensa que sentia pulsações por todo o corpo. Seus olhos flutuavam. Sua razão contrariava a emoção. Contrariava a sensação. Que poder tem o pensamento, disse enquanto se olhava no espelho. Olhou no fundo de seus olhos e tentou encontrar respostas. Nada encontrou pois nem sabia quais eram as perguntas. A madrugada pode trazer uma solidão imensa, continuou enquanto olhava pela janela. O silêncio. O escuro. O frio.
Recomendarei-lhe um bom filme.

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A conversa entre o A e o Z.

September 14th, 2008 at 23:59 by Abe

A: Acabou-se um sonho, meu amigo…

Z: Não fale isso!

A: Falo! Estava tudo certo, tudo direitinho. Até hoje.

Z: Por que você é assim, hein? Tão… tão pós-dramático!

A: Pff. Lá vem-se tu. Eu já disse: já era! É como eles falam na França: ” It’s over, baby”.

Z: Essas coisas sempre acontecem. Se não aqui, acolá.

A: No fundo eu não me importo muito com acolá, só se eles vierem pra cá. Mas, o que fazer agora?

Z: Olhe para seus lados. Se nada vê, olhe para outros lados. A maioria olha para os lados óbvios. Os lados não tão óbvios são com certeza os mais divertidos. Acabou-te um sonho? Durma rapazinho, durma. Logo virão muitos outros.

A: Mas como faço para esquecer esse sonho impossível?

Z: Esquecer? Pra quê esquecer? Você ainda é jovem, tem muito espaço aí dentro pra… começar a esquecer! Viva. No fim, dá certo.

A: Vou viver, sem esquecer e dormindo mais.

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Sessão Ruído

September 5th, 2008 at 12:45 by Abe

Texto e imagem: Eu


A história dele

Acordou cedo para o trabalho. Ele cuida da parte administrativa de uma imobiliária, um cargo até que interessante para quem gosta de dinheiro. O que ele realmente faz lá eu não sei, pois não conheço muito bem esse outro mundo (administrativo :). Ele tem vinte e sete anos mas quando tinha dezessete pensou em cursar cinema na faculdade. Seu pai, autoritário do jeito que era impediu que o garoto fizesse o que queria. Mandou ele cursar administração em uma dessas universidades particulares “tradicionais” pois o pequeno sonhador seria o grande responsável pela imobiliária da família. O pai via um grande futuro no garoto e o garoto acreditou no pai. E o pai não estava enganado, o garoto deu certo lá. A imobiliária só cresce desde que ele toma conta.

A história dela

Hoje ela faltou na faculdade. Não quis ir pois voltou muito tarde, ontem ela saiu novamente com o tal “ficante”. Já é a quarta vez que saem nos últimos quatro dias. Eles estão se conhecendo, de todas as formas e posições possíveis. Eles se conheceram há pouco tempo, cerca de dois meses mas parecem que não querem se desgrudar. Justamente isso é o grande motivo para a angústia dela. Amor. Namoro. Diversão. Prazer. Querer. Passado. Dor. Instantes. Essas coisas passam na cabeça dela a uma velocidade extremamente rápida e confusa.

A minha história

Eu fui um dos primeiros a sentar na sala. Talvez se eu soubesse que ia ficar lotado, eu pegaria um lugar na ponta. Até o começo da aula, ninguém sentou do meu lado. Vou ter que confessar, gosto desse jeito. Mas não tenho problema se não for do meu jeito. Dez minutos de atraso e senta uma garota ao meu lado. Tudo bem, tudo bem… MEIA HORA DEPOIS chega um cara e senta-se do meu outro lado. Depois da aula, o filme começa. O cara já está dormindo há algum tempo mas agora começou a roncar. A garota do meu lado tá fazendo bolas de chiclete e estourando-as. É babaloo, pelo cheiro. Eu nem sabia que ainda se mastigava esse chiclete em nossos tempos tão contemporâneos… mas não importa! Estou sendo incomodado de um jeito bem louco e não é o comum papel de bala ou o ti-ti-ti habitual. É RONCO E BOLAS DE CHICLETE. Eu gosto que essas sessões estejam cheias, mas com pessoas que estão a fim de ver o filme.

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Trote!

July 23rd, 2008 at 23:29 by Abe

Hoje cheguei a um extremo da vida contemporânea. Bom, talvez nem tanto mas aconteceu-me um fato maravilhoso, uma realização pessoal mesmo. Como a maioria das pessoas que estão próximas a mim, eu passava trotes! E talvez não me orgulhe disso mas assumo e assumo mais ainda… era divertidissímo!
Pois bem, estava eu assistindo ao “O Sobrevivente” do Herzog quando vejo a luzinha vermelha do telefone piscando como uma garça louca (eu já vi duas garças piscando adoidadas!!). Pelo horário da ligação, 21h30, achei que era algum conhecido querendo falar sobre a vida ou pelo menos alguma cantora de ópera querendo saber aonde estão suas lentes-de-contato. Não era nenhuma das alternativas! Segue-se a conversa:

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Thiago (eu, o rapaz deste blog): Alô.

Moça: Olá, gostaria de falar com o Eduardo.

Saquei que era marketing…

Thiago (depois da pausa da sacada…): Oi, sobre o que que é?

Moça: Olá seu Eduardo, estou ligando referente ao desconto que a Folha está te presen…

Thiago: Oi, aqui não é o Eduardo. O Eduardo morreu faz duas semanas, não disseram pra você?

Moça: (ri moderadamente) O que o senhor disse?

Thiago: Eu disse que o meu pai morreu há duas semanas…

(Silêncio)

Moça (ainda com um tom de atendente de marketing): Ai, me desculpe senhor. Você não é o Eduardo, então?

Thiago : Por quê você está fazendo isso comigo? (começo a “chorar”)

(mais silêncio)

Moça (séria): Me desculpa, mil perdões.

(Thiago ou seja, eu, começo a chorar bem forte. Um forte que me faz rir de mim mesmo [ou eu mesmo?!... do thiago mesmo])

Moça: Fica calma, eu sei como é perder alguém…

Thiago: Você tá falando isso para me ajudar? Por que não está ajudando nada… (começo a chorar mais forte e mais comicamente)

[continuou-se por mais uns minutos...]

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Conclusão de tudo isso: NO MUNDO CONTEMPORÂNEO, NÃO PRECISA LIGAR PARA PASSAR TROTES!
Esse post é tão útil como um elefante dentro de um shopping center. Falando em elefante, sábado vou ver um. Um de verdade e não um daqueles amigos que todo mundo têm e carinhosamente é apelidado de elefante, boto, grandinho, etc etc etc etc…!

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