
September 23rd, 2008 at 00:23 by

Abe
Ah, aqueles dias…
Que é frio, você não tem dinheiro e o ônibus demora. Você sabe que nada mais pode dar errado porque naquele dia, já deu. Você passa por pessoas sorrindo e sorri, de tristeza.
Não existe filosofia, arte, teoria, amor, você. O que existe é um frio e o relógio alterando-se entre as horas e a temperatura… eu saberia que é frio mesmo sem esse relógio. Pelo menos é algo para olhar, focar.
Vendo as horas, você reflete sobre o passado. Até sobre o futuro. O presente é muito gelado, deixa pra lá.
Se ao menos existisse alguma coisa real, naqueles dias. Um cheiro, uma cor, um som, um tato… um gosto. Gosto. A cor, cinza, é neutra. Não inspira. Eu prefiro o branco ou o preto.
Ah, aqueles dias que são bons mas só meses depois.
Vá dormir, naqueles dias. Depois de um belo banho. Sinta o cheiro de água quente e desenhe no vapor. Não abra os olhos por um bom tempo.
Esses dias, são destinados ao suícidio.
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September 20th, 2008 at 03:11 by

Abe
Eu acabo de pensar: o “desenho”, no último post é horrível.
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September 18th, 2008 at 23:59 by

Abe
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September 14th, 2008 at 23:59 by

Abe
A: Acabou-se um sonho, meu amigo…
Z: Não fale isso!
A: Falo! Estava tudo certo, tudo direitinho. Até hoje.
Z: Por que você é assim, hein? Tão… tão pós-dramático!
A: Pff. Lá vem-se tu. Eu já disse: já era! É como eles falam na França: ” It’s over, baby”.
Z: Essas coisas sempre acontecem. Se não aqui, acolá.
A: No fundo eu não me importo muito com acolá, só se eles vierem pra cá. Mas, o que fazer agora?
Z: Olhe para seus lados. Se nada vê, olhe para outros lados. A maioria olha para os lados óbvios. Os lados não tão óbvios são com certeza os mais divertidos. Acabou-te um sonho? Durma rapazinho, durma. Logo virão muitos outros.
A: Mas como faço para esquecer esse sonho impossível?
Z: Esquecer? Pra quê esquecer? Você ainda é jovem, tem muito espaço aí dentro pra… começar a esquecer! Viva. No fim, dá certo.
A: Vou viver, sem esquecer e dormindo mais.
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September 13th, 2008 at 10:33 by

Abe
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September 5th, 2008 at 12:50 by

Abe

Clique para ver maior



O Homem está sempre pronto para distorcer aquilo que dizem os seus sentidos, simplesmente para justificar sua lógica.






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September 5th, 2008 at 12:45 by

Abe
Texto e imagem: Eu



A história dele


Acordou cedo para o trabalho. Ele cuida da parte administrativa de uma imobiliária, um cargo até que interessante para quem gosta de dinheiro. O que ele realmente faz lá eu não sei, pois não conheço muito bem esse outro mundo (administrativo :). Ele tem vinte e sete anos mas quando tinha dezessete pensou em cursar cinema na faculdade. Seu pai, autoritário do jeito que era impediu que o garoto fizesse o que queria. Mandou ele cursar administração em uma dessas universidades particulares “tradicionais” pois o pequeno sonhador seria o grande responsável pela imobiliária da família. O pai via um grande futuro no garoto e o garoto acreditou no pai. E o pai não estava enganado, o garoto deu certo lá. A imobiliária só cresce desde que ele toma conta.

A história dela


Hoje ela faltou na faculdade. Não quis ir pois voltou muito tarde, ontem ela saiu novamente com o tal “ficante”. Já é a quarta vez que saem nos últimos quatro dias. Eles estão se conhecendo, de todas as formas e posições possíveis. Eles se conheceram há pouco tempo, cerca de dois meses mas parecem que não querem se desgrudar. Justamente isso é o grande motivo para a angústia dela. Amor. Namoro. Diversão. Prazer. Querer. Passado. Dor. Instantes. Essas coisas passam na cabeça dela a uma velocidade extremamente rápida e confusa.

A minha história


Eu fui um dos primeiros a sentar na sala. Talvez se eu soubesse que ia ficar lotado, eu pegaria um lugar na ponta. Até o começo da aula, ninguém sentou do meu lado. Vou ter que confessar, gosto desse jeito. Mas não tenho problema se não for do meu jeito. Dez minutos de atraso e senta uma garota ao meu lado. Tudo bem, tudo bem… MEIA HORA DEPOIS chega um cara e senta-se do meu outro lado. Depois da aula, o filme começa. O cara já está dormindo há algum tempo mas agora começou a roncar. A garota do meu lado tá fazendo bolas de chiclete e estourando-as. É babaloo, pelo cheiro. Eu nem sabia que ainda se mastigava esse chiclete em nossos tempos tão contemporâneos… mas não importa! Estou sendo incomodado de um jeito bem louco e não é o comum papel de bala ou o ti-ti-ti habitual. É RONCO E BOLAS DE CHICLETE. Eu gosto que essas sessões estejam cheias, mas com pessoas que estão a fim de ver o filme.



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