14 03 2010

um instante livre

July 29th, 2008 at 01:44 by Abe

Algumas vezes me bate um momento de sobriedade. Ou será loucura?…

Eu complico. Você complica. E nós gostamos disso. Teria graça se não fosse tão complicado? Sempre terá graça, porque nunca é/foi/será fácil. Vide Cândido [do escritor Voltaire]. Se é que eu lí aquele livro com os meus próprios olhos.

Bi-polar. Urso? Uh uh uh. Macacos me mordam, mas não tão forte. Não quero ser, pois já sou. Sem sentido consentido. Ave Lúcifer é uma brincadeira deliciosa.

Razão. Pense. Calcule. Tudo é ritmado e assim nós gostamos. A Ordem. Tudo é ordenado, ordene. Macacos me mordam, pode ser um pouquinho mais forte agora… Não, eu não ficarei repetindo isto até o ápice final. Eles já me morderam o suficiente e agora água pedirei.

Em algum momento eu terei que jogar a toalha. Espero que seja uma azul com um bordado Thiago Ninja. Imagens. Luminosos. Linhas. Pixels. Qualidade de gestão (eu não faço a mínima idéia do que seja isto).

Talvez o melhor remédio para a pior doença seja realmente uma boa risada. E pode ser de alguma coisa chula mesmo! Acho que ainda não existe risada “nobre” e espero que demorem para inventá-la (com certeza o farão e mais certeza ainda que os futuros comerciais da Coca-Cola serão considerados NOBRES).

Eu odeio esses momentos de loucura… ou melhor, eu amo esses momentos de sobriedade. Não não, me confundi. Eu amo esses momentos de loucura, odeio essa sobriedade… não não, também não é assim… Alguma hora eu lembro como é.

Notas, pequeninos pensamentos que passam rápido por mim. Quanto barulho existe agora…

Agenda para amanhã: Acordar às 8h. Seguir para o trabalho. Chegar em casa, embriagar-me com livros e filmes e possívelmente bebida alcoolica (mentirinha, é só pra colocar um peso a mais no embriagar-me, baby)

Agenda para depois de amanhã: O mesmo. Acordar às 8h, como todos. Pegar um puta trânsito, como todos. Trabalhar. Almoçar num restaurante self-service, como todos. Trabalhar mais um pouco, como todos. Sentir aquele sono e tomar café, como todos. Ir para casa e sonhar com algo melhor, normalmente sonho resumido em uma só palavra: LIBERDADE. Como todos, com um pouco de molho.

Se você (eu) pára e pensa, você (eu) se controla.

Continuemos, acordando e sonhando. Alguém disse que sonhar é ruim e que o verdadeiro paraíso está na Terra. Está na Terra, mais especificamente na Suíça. O verdadeiro paraíso brasileiro é em Fernando de Noronha. O verdadeiro paraíso paulista está na Daslu. Eu prefiro continuar sonhando…

São 1:15AM e logo eu terei que voltar. Voltar ao meu comum. À minha rotina. Mas já já, ainda não…

Estou escrevendo sem parar e gosto disso. Tenho tempo? Horas é tempo? Pergunto isso por quê talvez eu tenha algumas horas, é tempo então? Dá tempo? Eu só sinto o tempo quando ele já se foi. Quando ele passou por mim como uma pequena navalha, cortando o que sou e me fazendo perceber só na cicatrização (oras essas, algo com um quê poético?! bufão!) Acredite: estou trabalhando num tratado poético pessoal cujo nome será: Tratado Poético Pessoal. (Percebam que as letras maiúsculas dão muito poder à quem as escreve, ao peso que elas têm!).

Algum dia vai me dar muita vontade de apagar tudo que escrevi, terei que lutar contra o pensamento. É uma luta com você mesmo e tenho que confessar: algumas vezes eu perco. Me lembra Seis Personagens à procura de um Autor do Pirandello. O que me lembra que o interessante não é ler tudo mas ler aquilo que importa. E o que importa pra você e não para os críticos. Ou o que importa para seus amigos. Ou para seus ídolos. Ou para alguma outra geração. Como você descobre?! Não sei oras, acho que é testando. É assim que eu tô fazendo e parece-me estar funcionando.

Ok ok, luto mas o sono vêm. Assim como o horário avança nas horas mais calmas do dia ou seja, na noite, o peso de saber que terei que acordar cedíssimo amanhã e que passarei o dia todo com sono também aumenta.

Já se foi o momento. O instante.

Só mais uma coisa: eu sou um garoto de 18, 19 sei-lá quantos anos que tem problemas para dormir. Isto deve significar alguma coisa e boa que não é!

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verde

July 26th, 2008 at 23:27 by Abe

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Trote!

July 23rd, 2008 at 23:29 by Abe

Hoje cheguei a um extremo da vida contemporânea. Bom, talvez nem tanto mas aconteceu-me um fato maravilhoso, uma realização pessoal mesmo. Como a maioria das pessoas que estão próximas a mim, eu passava trotes! E talvez não me orgulhe disso mas assumo e assumo mais ainda… era divertidissímo!
Pois bem, estava eu assistindo ao “O Sobrevivente” do Herzog quando vejo a luzinha vermelha do telefone piscando como uma garça louca (eu já vi duas garças piscando adoidadas!!). Pelo horário da ligação, 21h30, achei que era algum conhecido querendo falar sobre a vida ou pelo menos alguma cantora de ópera querendo saber aonde estão suas lentes-de-contato. Não era nenhuma das alternativas! Segue-se a conversa:

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Thiago (eu, o rapaz deste blog): Alô.

Moça: Olá, gostaria de falar com o Eduardo.

Saquei que era marketing…

Thiago (depois da pausa da sacada…): Oi, sobre o que que é?

Moça: Olá seu Eduardo, estou ligando referente ao desconto que a Folha está te presen…

Thiago: Oi, aqui não é o Eduardo. O Eduardo morreu faz duas semanas, não disseram pra você?

Moça: (ri moderadamente) O que o senhor disse?

Thiago: Eu disse que o meu pai morreu há duas semanas…

(Silêncio)

Moça (ainda com um tom de atendente de marketing): Ai, me desculpe senhor. Você não é o Eduardo, então?

Thiago : Por quê você está fazendo isso comigo? (começo a “chorar”)

(mais silêncio)

Moça (séria): Me desculpa, mil perdões.

(Thiago ou seja, eu, começo a chorar bem forte. Um forte que me faz rir de mim mesmo [ou eu mesmo?!... do thiago mesmo])

Moça: Fica calma, eu sei como é perder alguém…

Thiago: Você tá falando isso para me ajudar? Por que não está ajudando nada… (começo a chorar mais forte e mais comicamente)

[continuou-se por mais uns minutos...]

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Conclusão de tudo isso: NO MUNDO CONTEMPORÂNEO, NÃO PRECISA LIGAR PARA PASSAR TROTES!
Esse post é tão útil como um elefante dentro de um shopping center. Falando em elefante, sábado vou ver um. Um de verdade e não um daqueles amigos que todo mundo têm e carinhosamente é apelidado de elefante, boto, grandinho, etc etc etc etc…!

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cores

July 23rd, 2008 at 19:46 by Abe


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eu sei lá o que é isso!

July 22nd, 2008 at 22:35 by Abe

E ainda tenho que pensar sobre Duchamp…

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negativo

July 21st, 2008 at 01:10 by Abe

Pimba!

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intimidação

July 19th, 2008 at 05:38 by Abe

Intimidar

Acepções
verbo
transitivo direto, intransitivo e pronominal
1 provocar ou sentir apreensão, receio ou temor; amedrontar(-se)
Ex.: <intimida os subalternos com seu autoritarismo> <ameaças de retaliação intimidam> <não se intimidou com as provocações do adversário>
transitivo direto, intransitivo e pronominal
2 causar ou sentir constrangimento, timidez; inibir(-se)
Ex.: <uma bela mulher intimida-o> <falar em público é algo que intimida (muitos)> <intimida-se numa roda de estranhos>

Sinônimos
acanhar, acovardar, ameaçar, amedrontar, assombrar, assustar, atemorizar, cominar, espavorir, transir; ver tb. sinonímia de apavorar e tranqüilizar e antonímia de estimular

Antônimos
acoroçoar, animar, aquietar, desassombrar, desintimidar, encorajar, instigar, tranqüilizar; ver tb. sinonímia de estimular

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e se…

July 19th, 2008 at 05:19 by Abe


E se o que sei é um engano? E se o que faço é um erro acidental? Eu vivo, considerando o que sou como o certo para mim. E se não for? Há consciência para a não-consciência? Já me falaram para não pensar nos “e se…“, mas acho que enganaram-se.
Sou muleque e não sei nada, ainda. Sei que não sei e isso já me basta, por enquanto.

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rosto vermelho

July 19th, 2008 at 05:05 by Abe

Só um desenho feito hoje.

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primeiro post com uma estátua

July 15th, 2008 at 23:14 by Abe

Que prisão…
Vivemos para os momentos que são marcantes. Eu não quero estar preocupado com outras coisas, inúteis. É difícil acordar, então durmo mais um pouco.
Sem maquiagem, o cotidiano é sem graça. Se todos, ou a maioria quer uma vida criativa, fantasiosa e realmente emocionante, por que aceitamos o comum? Por que aceito? Rah! De pouco em pouco, a coisa anda.

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